De onde ela vem?
De que matéria bruta;
Vem essa luz sobre uma nebulosa buta.
Cai de incógnitas criptas misteriosas;
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e da alta cúpula,
Vem dos feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, se quer executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida ás cordas da laringe.
Fraco, tênue, minima, raquítica.
Quebra a força tricintada que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
Nos mulambos de línguas paraliticas.
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