as luzes ascendem
mais um começa
Cheiro de gado humano,
por toda parte, no chão, nos panos,
no rum cubano que o patrão deixou gelar.
Gélidos indivíduos, vazios, corroídos
do ódio e avareza, de quezas
mais sem nem uma beleza.
Põe-se então a mesa
descordas, rancores e tristeza
do decorrer da vida que não para de açoitar.
Mundo cheio de pessoas tão vazias,
que vagando num brando sem sentido
esbarram em seres impares, coloridos,
dos quais de seu grupo sentem prazer de não estar.
Como zumbis o perseguem,
por malevolência o consomem, tornando-os indivíduos,
nem mulheres, nem crianças, nem homens.
só mais um número para digitar.
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