Ave bela, essa que canta.
Cativa, encantando com sua doce vós de sua amargura. Tortura, de sempre estar preso, dor essa pior que a dor de amor.
Pobre ave, com dor daquela, do qual agoniza,dor essa que inspira, poetisa. Amargura trancafiada, forçadamente silenciada pela gaiola, Que aberta embora, o impede de voar
Mas tudo que vemos é a beleza do trinado, que embora afinado, retrata a mais pura amargura, que poderia ser transformado em ternura se o mundo fosse seu.
Cante, meu passarinho, fora de sua árvore, fora do seu ninho. Ode, apenas, caro amiguinho, para que ao menos seus afinados assobios possam lhe fazer companhia, para que não fiques cinza.
Para que não vivas sozinho.
Para que não vivas sozinho.
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