Minha alegria durou pouquissimo tempo.
Dois meses após estar solteiro sim e sozinho também, me perguntei na cama após não aguentar mais ler um livro qualquer: " - Como diabos vou faze-la me notar? Se é que isso seria possível..."
Sorte que o tio Face me deu um repertório de gostos e aptidões, me senti um sociopata-adolescente de 15 anos estudando os gosto da crush amada, no "Projeto @".
O que mais me encantava era que ela estava alinhada comigo de uma tal maneira, que após conhecer seus gostos (tirando as boy-bands) me sentia mais atraído pela antiga pequena-bolinha.
Mais alguns meses e eu estava lá, conversando cada vez mais com ela, me esforçava para estar no único local que eu sabia que ela estaria. E como eu amava quando via minha deusa (sim, eu sei que é cafona mais a chamava assim na minha cabeça) entrando pela porta. Devo confessar: As vezes a coitada nem me via por eu morrer de vergonha, mas só de ve-la já era muito bom.
É como dizem: não se fazem mais românticos como antigamente.
Pois bem, vagarosamente, minha vergonha foi tornando-se menor. A vergonha e distância não pareciam tão sérias, valiam a pena por ela.
Fui então para a idéia mais lógica na minha cabeça. Chegar como qualquer pessoa normal e puxar assunto? Claro que não, a menina dos meus encantos tinha um amigo emo-cabeludo que, por sorte estudava junto comigo. Não que houvesse uma intimidade entre nós, mas também não eramos estranhos.
Quando a oportunidade surgiu, fui imbecil igual qualquer pessoa de quase 16, dando uma indireta quase explicitas sobe a intensão com ela. Se me lembro bem foi assim:
Emo-cabeludo estava sentado na frente de sua sala em uma carteira que alguém colocou do lado de fora. No primeiro intervalo cheguei com uma goluzeima qualquer e começamos a conversar sobre a igreja (eramos da mesma religião) anime e garotas.
Quando o assunto chegou em garotas, tratei de perguntar quais eram as meninas da escola que ele pegaria, como se adolescentes á flor dos hormônios recusariam qualquer tipo de afeto feminino.
Após uma dúzia de nomes, perguntei sobre as meninas da igreja. Nesta altura já estava preocupado que o nome da minha amada saísse pela boca dele e eu metesse um murro nos córneos do coitado antes de conseguir pensar qualquer coisa mais civilizada. Para a minha sorte, não ele não a citou.
Era a minha chance, estava com a bola na área e tinha dado uma caneta no goleiro, o zagueiro estava no chão e o juiz não tinha apitado impedimento. Eu e o gol.
Então, encostei perto dele, olhei pro nada e perguntei com a maior cara de paisagem: " - E a fulana?".
Ele riu e disse que ela, só depois dos 18. Ali era inalcançável para qualquer um que tentasse chegar perto. Que ele era somente amigo, mas já sentira dó de alguns projetos de pretendentes que foram atrás.
Finalmente o sinal tocou e eu pude voltar pra sala com o rabo entre as pernas, e claro, as esperanças pulverizadas. Me senti um imbecil por gostar de alguém tão linda.
Eu tão plebeu e ela nobre, jamais daria, melhor passar para o novo plano A, esquece-la á qualquer custo.
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