Há quem me dera,
em pelo menos um momento
poder me livrar do sofrimento
de tanto gostar de você
jovem donzela, senhora, magra e bela
Meus versos em tributo a você, meus caminhos
meus pensamentos, meus sentimentos
a tributos, minha deusa, minha louca.
Moça dos cabelos lindos e longos, negros como a noite
em contraste com a pele,branca como o dia,
a faz a mais formosura das criaturas
da qual, em memória,
devoto minha história.
Nobre pobre.
Pobre de dinheiro.
Madame em encantos.
Platonicamente sussurro
no silencio da noite.
Noite essa que nos imagino, eu meu violão,
você e somente seus olhos, lindos e finos olhos.
Traços sortidos de um rostinho europeu.
Tão quão sua pele, que embora o rosto com leves sardas,
em nada atrapalhara sua beleza quase divina.
Ei á pois adorada, minha amada.
Sou eu seu fiel amante secreto.
Que embora discreto.
Sinto forte em meu peito
uma vontade, um desejo
de beijar você até o dia amanhecer.
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